Herança a escravidão viva como nunca.
Descubra quem são os herdeiros que usufruem de sua fortuna construida na escravidão.
O Brasil é uma nação profundamente marcada pela história da escravidão. Durante mais de três séculos, o trabalho forçado de negros escravizados sustentou a economia do país, enriquecendo famílias e consolidando estruturas de poder que, surpreendentemente, perduram até hoje.
Em 2025, ainda nos deparamos com a presença de descendentes de escravocratas nos mais altos cargos da política e da economia, evidenciando como a herança desse passado está enraizada no presente.
Em 2025, ainda nos deparamos com a presença de descendentes de escravocratas nos mais altos cargos da política e da economia, evidenciando como a herança desse passado está enraizada no presente.
Este artigo busca expor a dinâmica entre os legados da escravidão e as elites políticas contemporâneas. Por meio dessa análise, também destacaremos como o Instituto Fôlego tem trabalhado para combater as desigualdades sociais e transformar o futuro do país.
A história brasileira está repleta de nomes que, além de marcarem os livros de história, mantiveram sua relevância através de gerações. Esses nomes, muitas vezes, estão associados a famílias que lucraram com a exploração de mão de obra escravizada, consolidando sua influência em estruturas que perpetuam desigualdades.
Pesquisas indicam que os antepassados de Collor eram proprietários de um engenho em Alagoas, onde centenas de pessoas foram forçadas a trabalhar sob condições desumanas. Esse legado não apenas financiou o enriquecimento da família, mas também ajudou a estabelecer as bases para a influência política que Collor exerceria mais tarde.
Fernando Henrique Cardoso, um dos presidentes mais influentes da história recente do Brasil, também carrega um passado controverso. Seu tetravô teria explorado mão de obra escravizada em busca de ouro. Essa herança simbólica conecta a riqueza histórica acumulada por sua família à manutenção de privilégios que ainda se refletem na dinâmica de poder contemporânea.
Famílias que, há mais de 200 anos, construíram sua riqueza às custas do trabalho escravizado ainda mantêm relevância no cenário político. De acordo nossas pesquisas, os sobrenomes ligados à elite escravocrata do passado estão presentes em cargos estratégicos da política brasileira. Esses herdeiros carregam não apenas o peso histórico, mas também os recursos financeiros e simbólicos que garantem a manutenção de seu status.
O sistema político brasileiro, através de sua construção histórica, permitiu que essas famílias mantivessem sua influência, independentemente das mudanças sociais e econômicas que ocorreram ao longo dos séculos. Isso reforça a ideia de que o Brasil, apesar de avanços democráticos, ainda é um país onde o passado escravocrata dita as regras do jogo.
A seguir, apresentamos alguns dos nomes de descendentes de famílias historicamente ligadas à escravidão que ocupam posições de destaque no cenário político e econômico do Brasil:
Augusta Brito
Ex-Senadora
Carlos Brandão Júnior
Governador do Maranhão
Carlos Portinho
Senador
Carlos Viana
Senador
Cid Ferreira Gomes
Senador
Ciro Nogueira
Senador
Cláudio Castro
Governador do Rio de Janeiro
Eduardo Riedel
Governador do Mato Grosso do Sul
Efraim Filho
Senador
Fátima Bezerra
Governadora do Rio Grande do Norte
Fernando Collor
Ex-Presidente do Brasil
Fernando Dueire
Senador
Fernando Henrique Cardoso
Ex-Presidente do Brasil
Gladson Cameli
Governador do Acre
Helder Barbalho
Governador do Pará
Itamar Franco
Ex-Presidente do Brasil
Jader Barbalho
Senador
Jayme Campos
Senador
João Azevedo
Governador da Paraíba
Jorginho Mello
Governador de Santa Catarina
Luis Heinze
Senador
Marcos do Val
Senador
Marcos Pontes
Senador
Rafael Fonteles
Governador do Piauí
Raquel Lyra
Governadora de Pernambuco
Rogério Marinho
Senador
Romeu Zema
Governador de Minas Gerais
Ronaldo Caiado
Governador de Goias
Soraya Thronicke
Senadora
Tarcísio de Freitas
Governador de São Paulo
Tereza Cristina
Senadora
Veneziano Vital do Rêgo
Senador
Embora a escravidão tenha sido oficialmente abolida em 1888, o trabalho análogo à escravidão ainda é uma realidade no Brasil. E esse texto é uma denúncia de como grandes empresas e políticos contemporâneos estão envolvidos em práticas que perpetuam a exploração de trabalhadores vulneráveis. Esse fenômeno demonstra que a estrutura de desigualdade não foi desfeita, mas apenas adaptada às novas dinâmicas do capitalismo global
Casos recentes incluem fazendas e indústrias que utilizam mão de obra em condições degradantes, refletindo a continuidade de uma mentalidade exploratória enraizada na história da escravidão. Isso é evidenciado pela permanência de uma elite que se beneficia dessas estruturas, enquanto comunidades marginalizadas continuam a lutar por dignidade e justiça.
O Instituto Fôlego reconhece que combater a desigualdade no Brasil requer uma compreensão profunda das dinâmicas históricas que estruturaram a sociedade. Por isso, nossa missão é atuar diretamente na transformação das comunidades mais afetadas por essas desigualdades. Acreditamos que o futuro do Brasil depende de nossa capacidade de enfrentar e superar as heranças da escravidão.
Investimos em programas de educação que não apenas resgatam a história da escravidão, mas também capacitam as comunidades a lutar por seus direitos. Sabemos que a informação é uma ferramenta poderosa para combater as narrativas que legitimam a exploração e perpetuam as desigualdades.
Nossas iniciativas incluem a distribuição de alimentos, a promoção de oportunidades educacionais e a criação de espaços de diálogo e acolhimento. Trabalhamos para que comunidades vulneráveis tenham acesso à dignidade e possam romper com os ciclos de pobreza e exclusão que têm suas raízes na escravidão.
A perpetuação das desigualdades no Brasil não é uma coincidência, mas um reflexo direto de nosso passado escravocrata. Reconhecer essa relação é essencial para que possamos construir um futuro mais justo e inclusivo.
Instituto Fôlego convida todos a se juntarem a essa causa, transformando a indignação em ação e ajudando a quebrar as correntes que ainda prendem nosso país ao passado.